Diário da Esquizofrenia
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
O que chamar?
Algo que sempre me intrigou bastante durante a infância foi o fato de que tudo que eu mentalizava, se tornava realidade. Não só o que eu queria que se tornasse realidade, mas tudo que eu mentalizava. Então por que eu mentalizava coisas que eu não queria que se tornasse realidade? Aí está o "x" da questão. Geralmente quando nos deparamos com uma possibilidade que rejeitamos, pensamos: "tomara que isso não aconteça". Era justamente aí onde eu errava. Quando nos deparamos com uma possibilidade que rejeitamos, devemos mentalizar a possibilidade que pretendemos que se torne realidade, e não negarmos a possibilidade rejeitada. Se mentalizarmos algo e negarmos esta mentalização, estaremos mentalizando do mesmo jeito, enviando uma ordem para que o Universo a transforme em realidade. O Universo se encarrega de transformar em realidade o valor absoluto das nossas mentalizações.
Digamos que você pretende passar o próximo final de semana na praia e quer bastante sol para aproveitá-la. Ao invés de você pensar: "tomara que não chova", pense: "vai fazer sol". Mentalize bastante você na praia, curtindo o sol, esqueça a chuva. Cada vez que ela passar pelos seus pensamentos, você estará enviando uma ordem para que o Universo a materialize.
Pela óptica da matemática, a materialização (que chamaremos no exemplo de "realidade") é resultado de uma expressão onde está envolvido o módulo da mentalização. Ou seja, não importa se o sinal na mentalização é negativo (-) ou positivo (+). Seria algo como:
R = |M|
onde R é o valor da materialização (Realidade) e M é o valor da Mentalização.
Claro que existem outros valores envolvidos nesta expressão. Não basta mentalizar e se tornará realidade. Existe a questão do merecimento, que é um valor adquirido, entre outros. Mas estou certo de que o valor absoluto da mentalização é o fator mais relevante para materialização.
Com base no que foi escrito, podemos chegar à conclusão de que mais importante do que mentalizar, é nos preocuparmos com o que estamos mentalizando. Temos que estar sempre vigilantes com o que estamos chamando, porque independente do que seja, vem.
Mentalize, materialize.
segunda-feira, 18 de maio de 2009

Dor física nunca representou nada. Doe muito mais inalar o veneno áspero espelido pelo seu corpo. Esse veneno indolor e que afeta o SNC. Atrás de tudo que parecia eloquente em seu ser, descobri a farsa que lançava a teia. Me livrei a tempo, mas caí numa armadilha maior, antes o veneno, antes a desvirtualização. Meu coração é mole como pedra.
terça-feira, 27 de maio de 2008
não precisa me dizer o mesmo porque leio isso na sua mente
não precisa me dizer o mesmo porque seus lábios cerrados me falam
te amo com a avidez das marés, que com força invadem, agridem, ganham,
amor que se faz com palavras pequeninas, como grão, como pés, que plantam, germinam e crescem.
esse que se chama amor, que entorpece como os tornados, e destrói casas pra se auto-afirmar. pode significar um desastre se não condisser com o esperado sendo uma ilha paradisíaca quando se acredita na força dele.
Amor este que grita, que corre, que viaja quilômetros, que percorre fios, que filtra flashes, e que agride e atira em pombos correios pra que cheguem mais rápido ao destino, que estende a mão e pendura a roupa num cabide pra que o corpo seque...
quinta-feira, 8 de maio de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Equilíbrio
Foi uma noite de terror, primeiro o surto, o choro, o colapso, a desculpa pelos lapsos, o pós-lapso. E em seguida as tentativas de manter a calma, o calor exalado parecia aquecer o mundo, o coração como um tambor fazia estremecer o ar que jazia parado, o pesadelo, porém o abraço confortador, o beijo, e então a singularidade do beijo é subjulgada pela nova ciência criada que parecia entorpecer até a mais singela dança, e a alma em mil lugares ao mesmo tempo, toda uma ciência voltada para explicar uma teoria completamente errada e incontrolavelmente embutida na cabeça , a incerteza, a obscuridade, o medo, o destino, tudo fazia levar ao precipício, até os primeiros raios do nascer do sol traziam à metáforas de que já era hora de acabar com tudo, o desconhecido é o pior inimigo da razão. E a razão torna-se frágil quando o enfrenta. O desconhecido é um demônio de sete dedos e todos eles apontavam para a minha cabeça. O desconhecido só não contava com uma vantagem do meu corpo imperfeito, não contava com o meu signo, não contava com a bipolaridade, ela então salvou a minha vida. Me transgrediu e me atirou no outro lado do meu cérebro, num outro hemisfério da razão. Acho que foi sorte e azar ao mesmo tempo, mais uma vez é o equilíbrio então, e não se pergunte que balança fez essa medição. Porquê nem eu sei explicar e nem sei também como o sol nasceu neste dia.