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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

... o sol me acompanhava, o calor dominava minha fala e era irresistivel a facanha dele me acompanhar, parecia que estava em todos os meus pensamentos, ate nos mais sombrios.foi entao q percebi o qto que um deserto nos acompanha na vida que devemos realmente seguir sozinhos, e isso é decididamente definido pela solidão do sol, de como o sol não precisa de outro sol junto a ele pra ser feliz, certo que ele possue os outros planetas ao redor que não o completam e sugam dele perspectivas de vida, sugam e se vangloriam de seus sabores.Nunca esqueci o local onde vc esta, nem o lugar onde nos encontramos. Adorava o modo como nos olhávamos, e testavamos nossos olhares, fazendo a vontade de estarmos juntos aquele momento ser algo de concreta legitimidade. Me proibo de pensar em voce, nao sofro mais por ter tomado essa decisão, aquela dor uso como velocidade pra manter e buscar romper obstaculos.A paixão virou determinação por ser algo melhor, a perfeição se possivel, quero ser algo erradamente perfeito. Como uma pintura que por traz reveste-se de simbologismos, como se a alma que nunca acreditei que tivesse continuasse assim, mas agora finjo que ela me acompanha e como toda mentira se torna verdade se repetida exaustivamente. Virará verdade. Perdi um amuleto e ganhei determinação, obsessão por mim mesmo, que já existia, mas agora aflorou com protuberância vulcânica e explosiva. Meu auto-determinismo tornou-se um ponto de sustentação pra corda dependurada da minha vida. Preciso deixar este mundo e cair em outro em que me caiba, estoria de morte e decapitação fazem parte de outro mundo, mundo politico-medieval que habita ainda esse nosso com uma bela máscara cosmética e plástica.

Corro, corro, nesta singular via sem pressa, mesmo desejando jamais que ela passasse, consumido pela paixao sou levado, ladeira abaixo, pq abaixo então? pq triste, pq sozinho, penso que não seria o pior problema, o pior seria a negação, pq me considero não deste mundo(este planeta azul) deixei meu planeta só pra ficar aqui, achando que acharia alguém como eu, descomplicado em cada ato da minha vida, fazendo tudo pra descomplicar a vida dos outros, amigos, conhecidos, família, mas pq minha vida não parece descomplicar jamais? Apareço nu, um belo peixe, sem escamas, que nada contra a maré esmeralda desta cidade, corpo dança movimentos feltros, movimentos amarelados, corpo dança movimentos entre pedras, entre ruas, entre as águas mais violentas, que não deixam de me consumir, corro corro e o tempo não passa, a linha lateral do meu corpo diz que meu equilíbrio esta comprometido por conta da violência das águas, mas continuo a correr, barbatanas não sentem frio, nem meu coração que esta gelado há tempos, tanto quanto as águas ...nao posso parar de nadar,...

Minha química ainda não conheço por inteiro, me analiso, me texto, me experimento. A luz que absorvo só me faz mais forte. Meu espírito nem sei se tenho, pois na realidade não fico em busca dele, pois pode se assustar comigo. Meus ossos são fortes ainda, minha espinha dorsal me apóia mais que meu intelecto. Neurônios me levam mais longe que minhas folhas. Percebo que jamais serei o mesmo novamente depois deste e do próximo minuto, do próximo pensamento que terei, do próximo copo d’água que tomarei. Trago em minhas mãos a luz que faltava pra completar o alimento do cacto, nelas as linhas que dizem pra onde vou são longínquas , parecem não ter fim. Mas me levam à algum lugar distante carente de mim. Tal lugar me é desconhecido, talvez meus descendentes o cheguem a conhecer. Meus embriões que falam por mim. Que pensem e vibrem por mim, que correram e chegaram a fronteira do irreal.