Corro, corro, nesta singular via sem pressa, mesmo desejando jamais que ela passasse, consumido pela paixao sou levado, ladeira abaixo, pq abaixo então? pq triste, pq sozinho, penso que não seria o pior problema, o pior seria a negação, pq me considero não deste mundo(este planeta azul) deixei meu planeta só pra ficar aqui, achando que acharia alguém como eu, descomplicado em cada ato da minha vida, fazendo tudo pra descomplicar a vida dos outros, amigos, conhecidos, família, mas pq minha vida não parece descomplicar jamais? Apareço nu, um belo peixe, sem escamas, que nada contra a maré esmeralda desta cidade, corpo dança movimentos feltros, movimentos amarelados, corpo dança movimentos entre pedras, entre ruas, entre as águas mais violentas, que não deixam de me consumir, corro corro e o tempo não passa, a linha lateral do meu corpo diz que meu equilíbrio esta comprometido por conta da violência das águas, mas continuo a correr, barbatanas não sentem frio, nem meu coração que esta gelado há tempos, tanto quanto as águas ...nao posso parar de nadar,...
Nenhum comentário:
Postar um comentário