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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Corro, corro, nesta singular via sem pressa, mesmo desejando jamais que ela passasse, consumido pela paixao sou levado, ladeira abaixo, pq abaixo então? pq triste, pq sozinho, penso que não seria o pior problema, o pior seria a negação, pq me considero não deste mundo(este planeta azul) deixei meu planeta só pra ficar aqui, achando que acharia alguém como eu, descomplicado em cada ato da minha vida, fazendo tudo pra descomplicar a vida dos outros, amigos, conhecidos, família, mas pq minha vida não parece descomplicar jamais? Apareço nu, um belo peixe, sem escamas, que nada contra a maré esmeralda desta cidade, corpo dança movimentos feltros, movimentos amarelados, corpo dança movimentos entre pedras, entre ruas, entre as águas mais violentas, que não deixam de me consumir, corro corro e o tempo não passa, a linha lateral do meu corpo diz que meu equilíbrio esta comprometido por conta da violência das águas, mas continuo a correr, barbatanas não sentem frio, nem meu coração que esta gelado há tempos, tanto quanto as águas ...nao posso parar de nadar,...

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