calor, frio, calor, frio...testa enchovalhada, hálito de orvalho, ereção, pêlos eriçados, desespero de morte, houvera um tempo em que a morte não se fizesse ameaçar porém a estrada começa a se desmanchar e tudo parece me acompanhar, converso com a morte sem saber quem ela é. Ela me diz que está me esperando e que nos veremos, ela, uma jovem bonita que engana, que disfarça a taquicardia, que toca clarinete enquanto passo fingindo amizade, estou cansado!!! farto de pessoas sem atitude, de pessoas que ainda dormem enquanto eu ajo, e não desperdiço horas de meu sono com passados, nem com expectativas frustradas, calor, frio, calor, calor, calor...e a mente parece paralisar, a mente se influencia com minhas técnicas em achar uma saída deste plano. Jovem moça, leve-me depressa. Quero , nem sei...Acho que nunca quis. Esse engano de calores. Essa súplica da alma. Esse afago que deixa vazio, que logo é preenchido. Como a próxima colherada que alimenta a fome e novamente pede pra ser saciada...Fome, o que é isso mesmo?
Um comentário:
Realidade. A morte está mesmo ai. Dentro de cada um de nós, a espera. Querendo cumprir seu papel, como mais ninguém consegue cumprir, mas infelizmente é isso, ela apenas cumpre seu papel. Talvez nem saiba que matar seja algo ruim. Muito bom o texto, adorei... veremos até onde conseguimos chegar debaixo das mantas negras e imprevisíveis da morte.
Abraço
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